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Investir no futuro de Timor-Leste
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Timor-Leste acolheu a mais recente reunião trilateral da plataforma para o Desenvolvimento Económico Sub-Regional Integrado entre Timor-Leste, Indonésia e Austrália

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Ramos-Horta
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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Importações: evolução mensal por países

No gráfico abaixo pode ver-se a evolução mensal das importações de Timor Leste por países de origem dos produtos. Vê-se também a evolução do total das importações (lido no eixo direito do gráfico).
É fácil de verificar que ao longo do ano se verificou progressivamente um aumento do valor mensal das importações e que esta tendência geral se manifesta, grosso modo, em todos os países representados --- ainda que de uma forma mais nítida no principal fornecedor do país, a Indonésia.Repare-se igualmente na evolução das importações do Vietname, muito marcadas pelas importações de arroz. Infelizmente as Alfândegas e a Direcção Nacional de Estatística não divulgam informações cruzando a origem das importações e o tipo de produtos importados. Mas em relação ao Vietname não há grandes dúvidas sobre "de onde vem o quê"...Em relação a este produto seria interessante dispor do preço por tonelada importada em cada mês --- particularmente o preço pago pelo importadores de "arroz do Governo" --- a fim de o comparar com o preço estipulado nos contratos entre o Governo e alguns importadores.Sabendo-se, por outro lado, que o quilo de arroz nacional (da Indonésia) no país vizinho é de 50 centavos/kilo e que o preço do arroz importado é de 1 USD/kg, há que investigar se não estará a haver alguma reexportação --- via fronteira terrestre mas não só --- de arroz importado e subsidiado pelo Governo de Timor Leste para Timor Ocidental, por exemplo.
Fonte:A. M. de Almeida Serra

Estrutura da origem (países) das importações em 2008

O gráfico abaixo ilustra a origem das importações, por países, realizadas por Timor Leste em 2008.Repare-se que a Indonésia fornece 42% das importações do país, seguida de Singapura, com 17% e a Austrália, com 14%.A importância desta última encontra alguma justificação na forte presença de "internacionais" no país, que consomem produtos de uma qualidade média superior aos que vêm da Indonésia.Responsável principal da importância desta no comércio externo é a factura petrolífera paga pelo país, assim como a importância significativa das importações de veículos têm reflexo parcial na importância dos fornecimentos de Singapura ao país.Portugal representa apenas 1,2% das importações de Timor.Fonte:A. M. de Almeida Serra
http://www.economia-tl.blogspot.com/

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Fundo Petrolífero: os principais números em 31.Dezº.2008


A ABP acaba de divulgar o relatório sobre a gestão do Fundo Petrolífero durante o quarto trimestre de 2008, sendo os valores finais reportados a 31 de Dezembro do ano passado.Desse relatório reproduzimos abaixo o seu "Sumário Executivo":

"SUMÁRIO EXECUTIVO
O Fundo Petrolífero foi constituído pela entrada em vigor da Lei do Fundo Petrolífero, a qual foi promulgada em 3 de Agosto de 2005. A lei dá à ABP a responsabilidade pela gestão operacional do Fundo. Este relatório refere-se ao período de 1 de Outubro a 31 de Dezembro de 2008.Durante este período a ABP continuou a investir todos os fundos recebidos de acordo com o mandato acordado com o Ministério das Finanças em que se especifica uma benchmark de referência constituída por Títulos do Tesouro dos Estados Unidos com maturidade até cinco anos e em que são especificadas também determinadas medidas de desempenho da gestão dos fundos recebidos.
No decurso do trimestre o capital do Fundo cresceu de 3738,35 milhões de USD para 4196,97 milhões de USD, correspondentes a receitas brutas em dinheiro durante o trimestre de 585,81 milhões de USD, que incluem uma verba de 183,78 milhões de USD pagos pelos contribuintes a título de imposto e uma verba de 402,02 milhões USD correspondentes a “royalties”.
No trimestre verificou-se uma saída de dinheiro de 256,53 milhões de USD --- por uma transferência para o Orçamento de Estado de 256 milhões de USD e de uma taxa de gestão de 531,7 mil USD para a ABP --- enquanto que as entradas líquidas foram de 329,28 milhões de USD.A carteira do Fundo Petrolífero rendeu no período 3,3% ou 330 pontos base enquanto que o rendimento da benchmark no trimestre foi de 3,36% ou 336 pontos base.
O rendimento do Fundo Petrolífero foi, assim, 10 pontos base abaixo do da benchmark, o que o coloca dentro do intervalo de ±25 pontos base fixados como meta no seu mandato de gestão."
Com base nos relatórios trimestrais publicados desde o início do Fundo, em Setembro de 2005, construímos o quadro e o gráfico abaixo que sintetiza a principal informação sobre a sua vida.
Fonte: A. M. de Almeida Serra

Alguns dados estatísticos sobre o comércio externo de Timor Leste

As estatísticas (económicas) são para os economistas o que o estetoscópio é para os médicos: é com elas (mas não só) que eles "auscultam" as economias dos países e fazem o diagnóstico das suas "maleitas" --- primeiro passo para as atacar e curar. Daí a GRANDE importância em ter um bom "estetoscópio" --- leia-se um bom aparelho estatístico, com informações dignas de confiança sobre a evolução de várias variáveis económicas.Vem isto a propósito das últimas informações conhecidas sobre o comércio externo de Timor Leste, recolhidas em primeira mão pelos serviços alfandegários do país e depois trabalhadas e divulgadas pela Direcção Nacional de Estatística. Esta tem feito um grande esforço para produzir informações de qualidade mas admitimos que aqui e ali haja algumas falhas, nem sempre por culpa própria.
É o caso, por exemplo, das estatísticas do comércio externo pois, devido às circunstâncias em que decorreu a vida em Timor Leste em 2006 e 2007, as Alfândegas do país não foram capazes de disponibilizar dados completos sobre os movimentos de mercadorias (exportações e importações) nesses anos --- no último devido ao incêndio que devastou as suas instalações centrais em Dili.

Isto, além de nos deixar sem um boa informação relativamente ao que ocorreu no comércio externo do país naqueles anos, torna impossível um estudo da evolução ao longo do tempo desse comércio.A título de exemplo, não há dados para os cinco últimos meses de 2007; quase meio-ano. Em relação a 2006 também não há informações completas. Isto faz com que os dados destes dois anos estejam incompletos.Para colmatar esta falha de informação, o FMI procurou estimar os valores do comércio do país em 2006 e 2007 e na sua última publicação com dados estatísticos de Timor Leste diz que as importações e exportações nos dois anos referidos terão sido, respectivamente, 123 milhões de USD e 200 milhões para o caso das importações (2006 e 2007) e de 9 e 8 milhões, no caso das exportações (quase exclusivamente de café).

Note-se que as estatísticas oficiais registam, para as importações nos 10 meses de 2006 para que há valores disponíveis, um valor de cerca de 88 milhões. Se fizermos uma extrapolação destes valores para os 12 meses do ano, as importações poderão ter sido, segundo esta estimativa baseada nos dados oficiais, de cerca de 105 a 110 milhões de USD --- cerca de 10% menos que o estimado pelo Fundo.

Os dados estatísticos oficiais disponíveis para 2007 são relativos apenas a 5 meses, durante os quais se terá verificado uma média mensal de cerca de 17 milhões USD de importações. Uma extrapolação de valores permitirá "estimar" (muito grosseiramente) as importações totais em 2007 em cerca de 200 milhões, exactamente o valor estimado pelo Fundo Monetário Internacional.E em 2008?Os dados oficiais disponíveis (clique no quadro abaixo) permitem concluir que terá havido um total de cerca de 238 milhões de USD de importações de mercadorias (note-se que as destinadas a uso pela ONU e as forças militares internacionais não são aqui contabilizadas).


Quanto às exportações, elas terão atingido cerca de 12 milhões de USD --- mais uma vez quase só de café.Note-se que o valor das importações constantes das estatísticas oficiais (para o ano de 2008 completo) está significativamente abaixo do valor que tinha sido estimado pelo Fundo: 309 milhões de USD. Esta estimativa ultrapassou em 70 milhões de USD os valores efectivamente verificados segundo os dados oficiais, o que constitui um "erro" de 30% em relação a estes.

É provável que a forte descida de determinados preços de bens importados durante o segundo semestre de 2008 (nomeadamente o petróleo e o arroz) e, eventualmente, um nível de actividade económica menor que o inicialmente previsto --- nomeadamente a uma despesa pública menor devido a dificuldades de execução do Orçamento --- sejam duas das principais razões para o desfasamento entre a estimativa do Fundo e a realidade observada.

Salientemos finalmente (por agora) um aspecto relativo às importações: as médias mensais em cada um dos trimestres foram sempre aumentando ao longo do ano, atingindo a do último trimestre quase o dobro da que se tinha registado no primeiro trimestre.Mais uma vez, o facto de os preços médios no final do ano terem sido superiores aos do início é parte da explicação mas não é a única, certamente. Aparentemente está mesmo a verificar-se uma situação que não nos parece muito saudável sob o ponto de vista económico: o país está cada vez a importar proporcionalmente mais, gastando assim uma parte dos seus recursos em consumos não necessariamente reprodutivos no médio prazo.

Veremos se no futuro próximo esta tendência se mantém ou se é (pelo menos parcialmente) corrigida. Caso contrário poderá vir a intensificar-se a tendência a que o que entra na "banheira" graças à "torneira" dos recusos do Mar de Timor saia pelo "ralo" das importações sem que isso represente uma melhoria do sistema produtivo não-petrolífero do país.

Para isso é importante que seja possível implementar efectivamente os projectos de investimento em infraestruturas e no aparelho produtivo nacional que estão previstos.

Mais para uma próxima 'entrada'...

Fonte: A. M. de Almeida Serra

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Evolução da Economia Mundial Segundo o FMI

O Fundo Monetário Internacional (FMI) acaba de publicar as suas estimativas mais recentes sobre a evolução da economia mundial.