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PM Rui Araujo
Investir no futuro de Timor-Leste
FUTURO
Timor-Leste acolheu a mais recente reunião trilateral da plataforma para o Desenvolvimento Económico Sub-Regional Integrado entre Timor-Leste, Indonésia e Austrália

Ai-han Timor Nian
Ramos-Horta
"Tantangan Timor Leste Makin Berat"
ECONOMIA
"..fo-hanoin ba ukun nain sira nebe tinan tinan truka hela deit ministrus, atu hare ba povu nia moris nebe "kuaze 50%" povu sei moris iha linha pobreza nia laran..."
Australia-Timor Leste
Notre Dame students experience the world and help those in need in Timor-Leste
Empresários - Timor Telecom
Empresários timorenses e fundo das Fiji na corrida pela Timor Telecom
Timor-Leste - BAII
Timor-Leste inicia processo de adesão ao Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas
Timor-Leste - Maluku
Maluku kaji kerja sama dengan Timor Leste

segunda-feira, 30 de março de 2009

Timor-Leste: Relações económicas e diplomáticas com a China em crescendo

Washington, Estados Unidos da América, 31 Mar – As relações económicas e diplomáticas de Timor-Leste com a China estão em crescendo, apesar de recente polémica, e o potencial energético e as infra-estruturas projectadas no país lusófono oferecem oportunidades para as empresas chinesas, de acordo com a Fundação Jamestown.

Em relatório divulgado este mês, os investigadores da fundação norte-americana definem o acesso às reservas de petróleo e gás timorenses como “um dos principais interesses” da China no país lusófono, embora até agora “sem grandes sucessos”, nomeadamente no “on-shore”, que foi prospectado pela PetroChina em 2005.

“O maior prémio para a China seria aceder às reservas de gás natural liquefeito (GNL) de Timor-Leste”, nomeadamente do campo “Greater Sunrise” avaliadas em 8,3 triliões de pés cúbicos, além de 300 milhões de barris de petróleo em rama, referem.

Em cima da mesa está a construção de um gasoduto para uma central de processamento em território timorense, projecto que estará a ser seguido muito de perto pelas energéticas públicas chinesas, interessadas na construção e na compra do gás.

“A Coreia do Sul e a Tailândia mostraram-se muito interessadas em comprar GNL de Timor-Leste, embora o seu entusiasmo tenha arrefecido devido à crise financeira global e preços energéticos em quebra. Pequim, apostando num aumento do preço dos hidrocarbonetos assim que se desencadeie a inevitável recuperação económica, deverá ter uma perspectiva mais de longo prazo”, refere o relatório.

“Desde a independência de Timor-Leste, a China estabeleceu-se como um importante actor nos assuntos diplomáticos e políticos do país. Mas o seu papel tem sido ampliado, sobretudo quando comparado com os da Austrália, Portugal, Indonésia e Estados Unidos”, refere o relatório do “think tank” norte-americano.

A China foi o primeiro país a estabelecer relações diplomáticas com Timor-Leste, em 2002.

A ajuda oficial tem vindo a crescer continuamente, embora esteja ainda aquém da prestada pelos parceiros tradicionais e pelas Nações Unidas.

Tem sido empregue sobretudo na construção de edifícios públicos, nomeadamente os que albergam o Ministério dos Negócios Estrangeiros (entregue no início de 2008 com um custo de sete milhões de dólares), mas também o Palácio Presidencial e o Quartel-General das Forças Armadas timorenses (seis milhões de dólares cada), em construção.

Ao nível dos recursos humanos, nos últimos sete anos mais de 400 funcionários públicos e técnicos timorenses receberam formação na China, nas áreas de administração pública, planeamento económico, turismo, saúde, construção e tecnologia.

“Duas áreas de apoio chinês que têm sido particularmente úteis são a Saúde Pública e a Agricultura”, através, respectivamente, do envio de médicos e de um plano de plantio de arroz híbrido, sublinha a Fundação Jamestown.

A comunidade chinesa no país está estimada em até 3 mil pessoas.

O “think tank” norte-americano salienta ainda a continuidade da ajuda e a “manifestação de confiança nas perspectivas económicas”, mesmo nos períodos de instabilidade que o país tem vivido, o que tem contribuído para cativar o governo.

As trocas comerciais expandiram-se de 1,7 milhões de dólares em 2005 para 9,4 milhões, tornando a China no quarto maior parceiro comercial timorense.

Perspectiva-se este ano o lançamento de importantes projectos de infra-estruturas, como a construção do aeroporto, novas estradas, barragens e instalações portuárias, e espera-se a participação de construtoras chinesas, embora com “forte concorrência” de congéneres coreanas, indonésias e malaias. (Fonte: macauhub)

sábado, 28 de março de 2009

Reunião entre Timor Leste e os seus "parceiros de desenvolvimento"

No próximo dia 2 de Abril irá começar a próxima reunião entre Timor Leste e os seus "parceiros de desenvolvimento".
Será interessante ouvir/ler então o que quer o Governo quer os doadores têm para dizer sobre a evolução económica recente da economia e da política económica do país, particularmente tendo em atenção a necessidade de combinar os anseios por um desenvolvimento (rápido) com as limitações a este decorrentes quer das dificuldades estruturais do país --- nível baixo de formação dos recursos humanos, baixo nível de infraestruturação física, (excessiva) dependência do papel do Estado na economia devido ao ('fraquissíssimo', como diria um amigo meu...) sector privado --- quer das de natureza mais conjuntural --- como a adaptação das despesas públicas à queda (brutal) das estimativas de receitas do petróleo devido à baixa do preço médio deste no mercado internacional.
Esperemos para ver. Interessa paticularmente estar atento aos documentos emanados do governo mas também aos documentos provenientes dos "parceiros", em especial as organizações internacionais como o FMI e o Banco Mundial.
Lidos nas linhas e nas entrelinhas poderão dar pistas interessantes para o futuro.
Fonte:Publicada por A. M. de Almeida Serra

G-20: "Não há solução sem a China"

Diz Indhira Santos, investigadora do think tank Bruegel, de Bruxelas. O reforço do papel do Fundo Monetário Internacional é uma das expectativas em alta para a reunião do G20 a 2 de Abril em Londres. Mas vai haver uma dura luta pelas cadeiras.

A reunião do G20 a 2 de Abril em Londres vai ser palco de duras lutas. Indhira Santos, nascida na República Dominicana, investigadora residente do think tank Brussels European and Global Economic Laboratory, conhecido pelo acrónimo Bruegel (que é, também, o nome do grande pintor flamengo renascentista do sec. XVI), exprime, em entrevista, quatro expectativas que recolhem o consenso de muitos analistas: 1) face à dimensão da crise internacional, o G20 é o local ideal, reflectindo o 'sentir' de mais de 80% do PIB mundial; 2) qualquer resolução que não envolva activamente a China estará condenada ao fracasso; 3) é o momento certo para as organizações multilaterais filhas de Bretton Woods, e particularmente o Fundo Monetário Internacional, aumentarem o seu peso político e tornarem-se mais representativas das realidades actuais; 4) é necessário um fórum complementar para a área dos temas da regulação financeira, em que todos os centros financeiros relevantes estejam presentes, incluindo a Suíça e Singapura.
No campo da adequação do FMI às novas realidades, Indhira Santos, num artigo assinado com Jean Pisani-Ferry, publicado na revista Finance & Development deste mês publicada pelo Fundo, refere uma conclusão crua, que vai gerar polémica e resistência: "Em termos práticos, a mudança vai exigir a redução do número de lugares europeus e a renúncia do poder de veto dos Estados Unidos".
A par do debate sobre a continuação do papel do dólar como divisa mundial - que tem estado ao rubro, inclusive tendo levado o secretário do Tesouro norte-americano a dar o dito por não dito num curto espaço de tempo -, a dança das cadeiras vai implicar duras batalhas.
O G20, que reuniu pela primeira vez em 1999, é formado pelos seguintes países: os que pertencem ao G7 (Alemanha, Canadá, EUA, França, Itália, Japão, Reino Unido), mais a União Europeia, a Rússia (que participou no que se designou por G8) e mais onze emergentes (África do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, China, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, México e Turquia).
P: Acha que o G20 vai substituir politicamente o G7 daqui para o futuro?
R: Os dois fóruns têm vantagens comparativas em temas distintos. Um papel mais forte para um deles não significa largar o outro. Mas, claramente, face à dimensão da crise económica internacional, o G20 é o fórum certo. E mais: qualquer iniciativa para reanimar a economia mundial ou resolver os desequilíbrios globais que não inclua, por exemplo, a China de corpo inteiro, estará condenada ao fracasso.
P: A gravidade da situação não exigiria um núcleo duro de grandes potências mais pequeno que o G20, ainda que diferente, na sua composição política, do G7?
R: Qualquer discussão sobre a arquitectura financeira global sem uma adequada representação do mundo emergente acabará prisioneira dos mesmos problemas do modelo actual. Contudo, é importante reconhecer que enquanto o G20 é o grupo ideal para definir prioridades para a ordem económica global e para incentivar a cooperação, é menos capacitado para outros tópicos como a regulação financeira.
P: Mas que tipo de fórum para esse tipo de tema mais específico?
R: Diria que nem o G20 nem o velho G7 ou G8 serve para isso. É necessário um fórum onde estejam todos os centros financeiros fundamentais - incluindo a Suíça e Singapura - para além dos 'clientes' importantes.
P: Pelo que o tema da regulação financeira, em particular dos veículos financeiros ou dos offshore, não deveria ser a estrela do encontro?
R: Ainda que seja difícil aos políticos evitar a discussão de alguns dos assuntos de regulação e financeiros que menciona, não creio que deva ser aí a procura de valor acrescentado deste G20. A agenda deve ir para além desses temas - pois, como referi, discuti-los sem importantes protagonistas à mesa e com complexidades técnicas, é muito limitado.
P: Aliás, a regulação parecia ser a tónica da reunião de emergência do G20 de Washington...
R: O principal foco nessa altura referido no comunicado final dizia respeito ao falhanço da regulação e da supervisão e os remédios considerados deveriam ser de ordem regulatória.
R: Então o que deveria ser central?
R: Temas ligados ao comércio internacional e à integração das políticas económicas e financeiras deveriam estar na frente. A par claramente do reforço das instituições financeiras internacionais, como o Fundo Monetário Internacional - claramente uma prioridade. Aliás, aumentar os recursos do FMI é um passo na direcção certa para construir a confiança numa segurança multilateral. Também a necessidade de uma acção orçamental globalmente coordenada deveria ser discutida seriamente. A coordenação dos estímulos orçamentais é fundamental, contudo não perdendo de vista o regresso a um controlo orçamental no futuro, sobretudo num quadro em que se espera que a dívida pública nos países avançados vá disparar. Devem, também, ser evitadas políticas cambiais que gerem instabilidade externa. O G20 deve pedir ao FMI que monitorize isso em tempo real e que reporte imediatamente as transgressões.
P: A vaga de globalização vai recuar, ou o G20 pode fazer algo contra essa possibilidade?
R: Já não há dúvida que a crise está a afectar os factores que estavam por detrás de uma globalização rápida nos últimos anos - propriedade privada, companhias globais integradas, cadeia de fornecimentos global e mercados abertos. Espera-se que o comércio internacional caia 2,8% em 2009 e que os fluxos líquidos de capitais privados para as economias emergentes deverão baixar para 82% do nível atingido em 2007. No artigo que publiquei com Jean Pisani-Ferry referimos que esta crise trava, por agora, a expansão rápida da globalização, e que é a primeira crise desta vaga. Na memória de muita gente não há uma crise deste tipo. O que fica claro é que a contracção do comércio internacional é não só um canal de transmissão como um factor de aceleração dessa contracção. A economia global manifesta falta de resiliência, apesar da integração regional e da emergência de novas potências económicas.
P: Isso quer dizer que o proteccionismo vai regressar em força?
R: O pêndulo pode de facto guinar agora para a direcção oposta. Apesar do empenhamento do G20 em que não se iria recorrer a medidas proteccionistas, têm-se criado barreiras alfandegárias e outras às importações, lançado subsídios à exportação e outras medidas discriminatórias para o comércio internacional. Ainda que eu ache que o regresso a um proteccionismo do tipo do que houve nos anos 1930 seja pouco provável, os líderes mundiais devem ter essa experiência bem em mente. Pelo que é necessário colocar na agenda preservar a integração comercial e económica.
P: E que medidas podem ser tomadas?
R: O G20 deverá acordar num código de conduta que estabeleça que tipo de medidas de apoio e de emergência são aceitáveis ou não em tempo de crise, ou seja em que medida afectam directa ou indirectamente o comércio internacional. A Organização Mundial do Comércio e a OCDE (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico) deverão encarregar-se dessa tarefa de monitorização.
Palavras-chave G20, G7, proteccionismo, FMI
Fonte:Jorge Nascimento Rodrigues
11:23 Quinta-feira, 26 de Mar de 2009
EXAME EXPRESSO

sexta-feira, 20 de março de 2009

9ª Conferência de Doadores de Timor Leste

Vai realizar-se entre 1 e 4 de Abril próximos, em Dili, a 9ª Conferência de Doadores de Timor Leste.Ela surge num contexto em que os doadores, nomeadamente os pertencentes à OCDE, procuram desde há algum tempo aumentar a coordenação entre as suas acções e as acções de outros país --- além, naturalmente, de aumentarem a coordenação com os programas de desenvolvimento dos países beneficiários, neste caso Timor.
A procura pela crescente "harmonização" das políticas de cooperação dos doadores em benefício crescente da eficácia dessa ajuda já vem de longe mas encontrou o seu ponto alto, em termos de decisões dos países da OCDE, na chamada "Declaração de Paris", de 2005 (vejam-se abaixo --- clicar para aumentar --- as duas primeiras páginas;
na primeira está o link para o documento):



Já com o espírito de preparação da Conferência a realizar em Abril, realizou-se em fins de Outubro passado, na Universidade da Coruña e com o apoio da Cooperação Espanhola, uma conferência que procurou cimentar ainda mais os laços de harmonização de políticas e de actuações concretas no terreno entre os países europeus mais envolvidos na cooperação com Timor Leste.
Lá estiveram, além da Espanha, Portugal, a Alemanha, a Suécia e outros, incluindo representantes da Comissão Europeia.
Presente esteve também o governo timorense através de três dos seus membros (Ministras da Justiça e da Solidariedade Social e o Ministro da Agricultura).
Presente ainda um grupo de representantes de ONGs timorenses.

Dos trabalhos pareceu evidente a facilidade de diálogo entre os dois países ibéricos para concertarem as suas acções em benefício de Timor Leste.

Esta facilidade de entendimento entre portugueses e espanhóis não será tão grande nos demais casos bilaterais ou multilaterais mas foi nítida a boa vontade em dar passos no sentido correcto.

Esperemos que a conferência de Dili confirme esta convergência de vontades a bem de uma cooperação mais eficaz e a redução dos desperdícios de recursos que, por vezes, se verificam.



Uma das sessões do plenário com representantes das agências de cooperaçãode vários países da União Europeia


Reitor da UNTL, Prof. Benjamim de Araújo Corte-Real, lê as conclusões de uma das sessões temáticas. Ao centro o Presidente do Instituto Português para o Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) e à direita a Ministra Maria Domingas "Micató"

Uma palavra final para uma "leitura" mais política da realização da conferência: tratou-se manifestamente (até pelo esforço financeiro feito), de uma afirmação explícita da vontade da Espanha de que de ora em diante é necessário contar também com ela na cooperação com Timor Leste. O "recado" foi evidente: "estamos nessa! E contem connosco!..."Esta posição enquadra-se na manifesta estratégia de afirmação internacional da Espanha como um parceiro com que há que contar no futuro na cena internacional, a par de uma França, uma Inglaterra ou, mesmo, de uma Alemanha.

É evidente que o "campeonato" deles é este e não já o dos médios países europeus, como a Itália, por exemplo. Resta saber se a crise económica que agora a afecta não fará adiar por algum tempo esta ambição...Mas como naqueles azulejos que figuram em muitas casas portuguesas: "Seja bem-vindo quem vier por bem!"

Fonte:A. M. de Almeida Serra